Por Murilo Adamante · · revisado em
Guia de aposentadoria e INSS
Reunimos aqui as calculadoras e guias para planejar sua aposentadoria e entender seus direitos junto ao INSS, incluindo benefícios por incapacidade e previdência privada.
Calculadoras para você
Calculadora IRPF Completa 2026
Simule sua declaração completa de Imposto de Renda.
Ideal se você: precisa declarar o Imposto de Renda este ano
+ guia completoSimulador INSS / Aposentadoria
Estime sua aposentadoria pelas regras atuais do INSS.
Ideal se você: quer saber quando e por quanto pode se aposentar
+ guia completoGuias relacionados
Por onde começar
Aposentadoria não é uma pergunta só, e a ferramenta certa muda conforme a distância até ela. Três situações cobrem quase todo mundo que chega aqui.
Falta bastante tempo, e a dúvida é quando dá
Comece pelo simulador de INSS e aposentadoria: ele mostra o desconto mensal no salário de hoje e estima em quantos anos você alcança a regra de pontos ou a idade mínima, indicando por qual das duas chega antes. Para entender de onde sai cada número, o guia de regras e pontos de 2026 destrincha a fórmula com exemplo resolvido.
O benefício do INSS não vai dar conta sozinho
Nenhuma aposentadoria do INSS passa do teto — R$ 8.475,55 em 2026 —, então quem ganha acima disso já sabe que vai receber menos do que recebe hoje. É onde entra a previdência privada, e a escolha entre os dois formatos muda o imposto no resgate: a comparação entre PGBL e VGBL mostra a diferença em número, e não em regra geral.
Já é segurado, e a questão é o dia a dia
Quem precisa se afastar por doença cai no cálculo do auxílio-doença, que tem regras próprias de carência e de a partir de quando o INSS começa a pagar. E quem já recebe benefício e pensa em empréstimo consignado encontra o limite de desconto na calculadora de margem consignável.
O que decide qual regra se aplica a você
A data em que você começou a contribuir. A Emenda Constitucional 103, de 12 de novembro de 2019, dividiu os segurados em dois grupos: quem já contribuía antes dela pode escolher entre as regras de transição e a permanente, e quem entrou depois vai direto para a permanente — 65 anos de idade e 20 de contribuição para homens, 62 e 15 para mulheres.
A regra de pontos é uma das transições, e a exigência sobe a cada ano: em 2026 são 103 pontos e no mínimo 35 anos de contribuição para homens, 93 pontos e 30 anos para mulheres. Como cada ano trabalhado soma dois pontos — um de idade, um de contribuição —, quem começou cedo costuma bater a pontuação antes de chegar à idade mínima. É por isso que vale simular pelas duas.
Existem ainda as transições por pedágio de 50% e de 100%, feitas para quem estava perto de se aposentar em 2019. Elas não entram nas calculadoras deste site, e isso faz diferença para quem contribui desde os anos 1980 ou 1990: nesse caso, o número daqui serve para se situar, não para decidir.
Por que o benefício quase nunca é igual ao último salário
É a surpresa mais comum de quem simula pela primeira vez. O cálculo não olha para quanto você ganha hoje: parte da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos pela inflação. Quem teve salários baixos no começo da carreira, ou períodos sem contribuir, carrega essa média para baixo mesmo estando no auge salarial agora.
Sobre essa média incide o coeficiente, que começa em 60% e sobe 2 pontos percentuais por ano de contribuição acima do mínimo. Os dois efeitos se somam, e é por isso que duas pessoas com o mesmo salário final podem se aposentar com valores bem diferentes: o que separa as duas é o histórico, não o presente.
Perguntas frequentes
Vale mais a regra de pontos ou a de idade mínima?
Depende de quando você começou a contribuir. Quem já contribuía antes da reforma da previdência (Emenda Constitucional 103, de 12 de novembro de 2019) pode usar as regras de transição, entre elas a de pontos; quem começou a contribuir depois segue direto para a regra permanente. Na prática, quem tem muito tempo de contribuição acumulado costuma atingir a pontuação antes de alcançar a idade mínima, porque cada ano civil soma dois pontos: um de idade e um de tempo de contribuição.
Contribuir mais tempo aumenta o valor do benefício?
Aumenta. O cálculo parte de 60% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, corrigidos, e soma 2 pontos percentuais por ano de contribuição acima de 20 anos para homens e de 15 anos para mulheres, até o limite de 100% da média. Quem se aposenta com o tempo mínimo fica nos 60%. Chegar aos 100% exige 40 anos de contribuição para homens e 35 para mulheres.
Existe um valor máximo de aposentadoria pelo INSS?
Existe. Em 2026 o teto do salário de contribuição é de R$ 8.475,55, e nenhum benefício previdenciário do INSS passa desse valor, por maior que tenha sido a média salarial. Quem ganha acima do teto contribui apenas sobre ele — e é por isso que a previdência privada costuma entrar como complemento nessa faixa de renda.
As regras de pontos e de idade mínima são as únicas que existem?
Não. A reforma criou outras regras de transição, como as de pedágio de 50% e de 100%, que podem ser mais vantajosas para quem estava perto de se aposentar quando ela entrou em vigor. As calculadoras deste site cobrem a regra de pontos e a de idade mínima; para um cálculo definitivo que considere todas as transições, o caminho é o Meu INSS ou um advogado previdenciário.
Previdência privada substitui o INSS?
Não substitui: complementa. O INSS continua sendo o benefício público, limitado ao teto, e o plano privado é uma poupança de longo prazo com regras tributárias próprias, definidas pela Lei 11.053/2004. A diferença entre PGBL e VGBL está no que é tributado no resgate — o valor total ou só o rendimento —, e é isso que costuma decidir qual dos dois faz sentido para cada faixa de renda.
Este guia tem caráter informativo e não substitui a orientação de um contador ou advogado para o seu caso específico.
Fontes oficiais
Os números e regras desta página vêm daqui. Confira sempre na fonte antes de decidir — alíquota, teto e prazo mudam.