Por Murilo Adamante · Atualizada em
Comparador PGBL vs VGBL
Descubra qual plano de previdência privada resulta em mais dinheiro no seu bolso, considerando a dedução do IR na contribuição e a tributação no resgate.
Simplificação: trata todos os aportes como se tivessem sido feitos de uma vez, há esse número de anos.
PGBL
IR incide sobre o total resgatado
R$ 76.500,00
líquido no resgate
+ R$ 1.296,00 de economia de IR já obtida na contribuição
VGBL
IR incide só sobre o rendimento
R$ 85.500,00
líquido no resgate
Alíquota de IR aplicada
15.0%
Considerando a economia de IR na contribuição, o PGBL resulta em R$ 77.796,00 líquido total (resgate + economia acumulada) — ainda assim menos vantajoso que o VGBL neste cenário.
Apenas R$ 8.640,00 do seu aporte foi considerado dedutível (limite de 12% da renda bruta = R$ 8.640,00).
Como isso foi calculado?
A diferença essencial
O PGBL permite deduzir as contribuições da base do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta anual — mas só se você faz a declaração completa. Em compensação, no resgate, o IR incide sobre o valor total ( contribuições + rendimento). O VGBL não gera nenhuma dedução na contribuição, mas no resgate o IR incide apenas sobre o rendimento.
Regra prática: PGBL costuma valer mais para quem faz declaração completa e tem renda tributável relevante (para aproveitar a dedução). VGBL costuma valer mais para quem faz declaração simplificada, é isento de IR, ou já usa o limite de 12% em outro plano PGBL.
Tabela regressiva de IR
| Tempo de aplicação | Alíquota |
|---|---|
| Até 2 anos | 35% |
| De 2 a 4 anos | 30% |
| De 4 a 6 anos | 25% |
| De 6 a 8 anos | 20% |
| De 8 a 10 anos | 15% |
| Acima de 10 anos | 10% |
A tabela regressiva só compensa para quem pode deixar o dinheiro aplicado por muitos anos. Para prazos curtos, o regime progressivo costuma ser mais vantajoso.
Perguntas frequentes
Posso trocar de regime depois?
Não. A escolha entre regime regressivo e progressivo é feita no momento da contratação (ou em uma janela específica) e é irretratável.
PGBL e VGBL entram no inventário?
Em geral, não passam por inventário e são pagos diretamente aos beneficiários indicados, o que costuma agilizar o processo sucessório — mas as regras específicas podem variar; consulte um especialista para o seu caso.
Um exemplo: R$ 14.400,00 aplicados por 12 anos
A Renata ganha R$ 120.000,00 por ano, declara no modelo completo e está na alíquota de 27,5%. Ela quer saber se o PGBL compensa.
- Aporte no anoo limite dedutível é 12% da renda tributável
- R$ 14.400,00
- Imposto que ela deixa de pagar hojeo aporte sai da base de cálculo
- R$ 3.960,00
- Imposto no resgate, após 12 anos10% (acima de 10 anos) sobre o valor TOTAL resgatado
- − R$ 1.440,00
- Diferença a favor do PGBLsobre o valor aportado, sem contar rendimento
- R$ 2.520,00
O PGBL não isenta: ele adia. O ganho real é a diferença entre a alíquota de hoje e a do resgate — e some inteiro para quem resgata cedo, porque a tabela regressiva começa em 35%, acima da maior alíquota do IR.
A diferença que mais custa dinheiro: no PGBL o imposto do resgate incide sobre tudo — aporte mais rendimento. No VGBL, só sobre o rendimento. Por isso o VGBL costuma vencer para quem declara no modelo simplificado ou é isento: ali a dedução do PGBL não vale nada, e a mordida maior no resgate continua valendo.
Este exemplo isola o efeito tributário e não projeta rendimento — juro composto por 12 anos muda os valores, mas não inverte a lógica. Também ficam de fora as taxas de administração e carregamento, que em plano ruim comem mais do que a economia fiscal inteira.
Fontes oficiais
Os números e regras desta página vêm daqui. Confira sempre na fonte antes de decidir — alíquota, teto e prazo mudam.