Simula Imposto

Por Murilo Adamante · · revisado em

Guia Completo do Imposto de Renda 2026

O ponto de partida definitivo sobre o IRPF em 2026: entenda o que mudou com a nova lei, descubra se você precisa declarar e simule sua declaração completa — com acesso direto à calculadora e ao guia de obrigatoriedade.

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O que muda em 2026 (Lei 15.270/2025)

A partir de 2026, quem tem rendimentos tributáveis de até R$ 5.000 por mês não paga Imposto de Renda, com uma faixa de redução parcial um pouco acima desse valor antes de a tabela progressiva normal voltar a valer. É uma mudança na tributação mensal — não uma dispensa automática da obrigação de declarar.

Quem precisa declarar

A obrigatoriedade de declarar segue critérios próprios, como o total de rendimentos tributáveis no ano, rendimentos isentos acima de determinado valor, posse de bens acima de R$ 800.000, atividade rural, ou operações em bolsa de valores — mesmo quem está isento de pagar imposto todo mês pode se enquadrar em algum desses critérios e ser obrigado a entregar a declaração.

Prazos

O prazo de entrega da declaração costuma se encerrar no final de maio, com a Receita Federal liberando o programa alguns meses antes. Perder o prazo tem preço fixo e conhecido: 1% do imposto devido por mês de atraso, com mínimo de R$ 165,74 e teto de 20%. Repare no que a multa mede — o imposto devido, não a sua renda. Quem não tinha imposto a pagar, ou tinha restituição a receber, cai direto no piso de R$ 165,74. É o preço de esquecer, e ele não diminui por a pessoa não dever nada.

Simplificada ou completa: a conta que decide

É a dúvida mais comum, e a resposta não tem nada a ver com quem "tem muita despesa" ou com qual delas "dá mais restituição". O que decide é qual das duas abate mais da base de cálculo, e isso é uma soma.

Na simplificada, a Receita abate 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34, e esse valor substitui todas as deduções — você não informa médico, escola, dependente nem previdência. Na completa, você soma as deduções que teve de verdade. Se o total passar do desconto simplificado, a completa vale mais; se não passar, a simplificada. É literalmente isso.

O teto cria um ponto de virada em torno de R$ 83.771,70 de rendimentos anuais: até ali os 20% ainda crescem com a renda, e acima disso travam. Quem ganha mais que isso e tem despesas dedutíveis reais costuma achar a completa mais vantajosa — mas a decisão é tomada em março e a preparação acontece o ano inteiro, porque quem não guardou recibo não tem o que somar.

Os limites que mais mudam a conta

Saúde não tem teto: plano, consulta, exame, internação, cirurgia, dentista e terapias entram integralmente, para você e para seus dependentes. Educação tem teto baixo — R$ 3.561,50 por ano e por pessoa, não por família —, o que significa que quem paga escola particular normalmente já estoura o limite sozinho. Cada dependente abate R$ 2.275,08. A previdência oficial entra integral, a privada do tipo PGBL até 12% da renda bruta tributável, e pensão alimentícia judicial é integral.

Do outro lado, três despesas que quase todo mundo tenta e não pode: aluguel que você paga, financiamento imobiliário (nem juros nem amortização) e medicamento comprado em farmácia — este último só entra quando faz parte da conta de uma internação hospitalar.

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Perguntas frequentes sobre o Imposto de Renda

A isenção de R$ 5.000 em 2026 significa que ninguém mais paga Imposto de Renda?

Não. A Lei 15.270/2025 isenta quem tem rendimentos tributáveis mensais de até R$ 5.000, com redução parcial em uma faixa de transição logo acima disso. Quem ganha mais, ou tem outras fontes de renda tributável, continua sujeito à tabela progressiva normalmente.

Declarar isento é a mesma coisa que não precisar declarar?

Não. Isenção de imposto e obrigatoriedade de declarar são regras separadas. É possível não pagar nenhum imposto e, ainda assim, ser obrigado a entregar a declaração por outro critério, como valor de bens ou movimentação em bolsa.

O que muda no IRPF para quem tem aluguel, investimentos ou é MEI?

Cada tipo de rendimento tem sua própria regra dentro da declaração: aluguel de pessoa física recolhe Carnê-Leão mensal, investimentos têm tributação que varia por tipo de aplicação, e o lucro distribuído do MEI costuma ser isento — mas todos podem entrar no cálculo de obrigatoriedade de declarar.

Como escolher entre declaração simplificada e completa?

Somando. A simplificada abate 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34, e substitui todas as deduções. A completa soma as deduções que você teve de fato. Se o total das deduções reais passar do desconto simplificado, a completa vale mais; se não passar, a simplificada. Como o desconto tem teto, ele para de crescer em torno de R$ 83.771,70 de rendimentos anuais — acima disso, quem tem despesas dedutíveis reais tende a se beneficiar da completa.

Quanto custa perder o prazo da declaração?

A multa é de 1% do imposto devido por mês de atraso, com mínimo de R$ 165,74 e teto de 20%. O detalhe que muda tudo é a base: a multa mede o imposto devido, não a renda. Quem não tinha imposto a pagar, ou tinha restituição a receber, cai direto no piso de R$ 165,74 — ou seja, mesmo quem não devia nada paga por entregar atrasado.

Este guia tem caráter informativo e não substitui a orientação de um contador para o seu caso específico. Confirme sempre os valores e prazos oficiais no site da Receita Federal.

Fontes oficiais

Os números e regras desta página vêm daqui. Confira sempre na fonte antes de decidir — alíquota, teto e prazo mudam.