Simula Imposto

Por Murilo Adamante · Atualizada em

Calculadora de Pró-labore

Descubra quanto o sócio recebe líquido, os descontos de INSS e IRRF, e o custo total do pró-labore para a empresa.

Teto de contribuição do INSS em 2026: R$ 8.475,55

No Anexo IV do Simples e no Lucro Presumido/Real, a empresa paga 20% de CPP patronal sobre o pró-labore, além do que é descontado do sócio.

Valor líquido que o sócio recebe

R$ 3.560,00

Descontos do sócio

INSS
R$ 440,00
IRRF (base: R$ 3.392,80)
R$ 0,00

Custo total para a empresa

R$ 4.000,00

Como isso foi calculado?

Por que definir um pró-labore adequado?

O pró-labore é a remuneração do sócio pelo trabalho na empresa — diferente da distribuição de lucros, que hoje é isenta de IR até o limite legal. Um pró-labore muito baixo pode reduzir sua contribuição ao INSS (afetando benefícios futuros, como aposentadoria e auxílio-doença); um pró-labore muito alto aumenta desnecessariamente o IRRF retido.

Desde 2026, com a nova tabela do Imposto de Renda (Lei 15.270/2025), pró-labores de até R$ 5.000 mensais não pagam IRRF. Entre R$ 5.000 e R$ 7.350, há uma redução gradual do imposto.

Perguntas frequentes

O pró-labore é obrigatório?

Sim, para sócios que efetivamente trabalham na empresa, a legislação previdenciária exige a definição de um pró-labore para fins de contribuição ao INSS — mesmo que seja o valor mínimo (um salário mínimo).

Por que o INSS do pró-labore usa a mesma tabela do CLT?

Desde a unificação das alíquotas em 2020, contribuintes individuais que prestam serviço a empresas (como sócios que recebem pró-labore) seguem a mesma tabela progressiva dos empregados CLT.

Um exemplo: R$ 8.000,00 de pró-labore

O Fernando é sócio de uma empresa no lucro presumido e definiu R$ 8.000,00 de pró-labore, com 1 dependente. Ele quer saber quanto cai na conta dele — e quanto sai da conta da empresa.

Pró-labore definido
R$ 8.000,00
− INSS do sócio11% sobre o pró-labore, limitado ao teto de R$ 8.475,55
− R$ 880,00
− Dedução por dependenteR$ 189,59 por dependente, na base do IR
− R$ 189,59
− IRRF
− R$ 997,13
Líquido para o sócio
R$ 6.122,87
+ CPP patronal, paga pela empresa20% sobre o pró-labore, por fora
+ R$ 1.600,00
Custo total para a empresa57% acima do que o sócio recebe
R$ 9.600,00

A distância entre R$ 9.600,00 e R$ 6.122,87 é a conta que quase ninguém faz antes de definir o pró-labore: de um lado o INSS e o IRRF saem do sócio, do outro a patronal entra por fora, na empresa.

É daí que vem a pergunta seguinte, e ela tem resposta: a distribuição de lucros é isenta de IR na pessoa física e não paga INSS — o pró-labore, não. Por isso a tentação de fixar um pró-labore simbólico e tirar o resto como lucro.

O que essa conta esquece: o pró-labore é a base do INSS do sócio, e é ele que garante aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Pró-labore de um salário mínimo produz benefício de um salário mínimo. Além disso, a distribuição isenta exige contabilidade regular que comprove o lucro — sem ela, o limite é a presunção do regime, e o que passar disso é tributado.

A patronal muda com o regime, e o Simples não é um bloco só. Nos anexos I, II, III e V ela já está dentro do DAS e não aparece por fora. No anexo IV — construção civil, limpeza, vigilância — a LC 123/2006 deixa a CPP fora do recolhimento unificado, e ela é paga à parte, igual ao presumido e ao real. Quem é do anexo IV e se planeja como se fosse dos outros anexos descobre a diferença na primeira guia.

Já a parte do sócio não muda: os 11% de INSS são os mesmos em qualquer regime. E não são a tabela progressiva do salário CLT — sócio é contribuinte individual, e a conta é outra.

Uma faixa que vale conhecer: com pró-labore de até cerca de R$ 5.000 e um dependente, o IRRF dá zero — o redutor da Lei 15.270/2025 zera o imposto nessa altura. Não é isenção de INSS, que continua sendo descontado; é só o imposto de renda que some. Acima disso ele reaparece e cresce rápido, como no exemplo.

Fontes oficiais

Os números e regras desta página vêm daqui. Confira sempre na fonte antes de decidir — alíquota, teto e prazo mudam.